Eduardo Cunha contrata novo advogado para defesa na Lava Jato

DF - CUNHA/JORNALISTAS - POLÍTICA - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), concede entrevista aos jornalistas setoristas da Câmara fazendo um balanço do primeiro semestre do ano, em uma café da manhã oferecido no anexo IV na Câmara dos Deputados, em Brasília. 16/07/2015 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contratou o advogado Délio Lins e Silva Júnior para integrar a equipe que o defende nos processos no âmbito da Operação Lava Jato. A notícia foi divulgada pelo jornal “Valor Econômico”.

Segundo a publicação, o advogado foi contratado para liderar a negociação de um acordo de delação premiada do ex-deputado. Cunha está preso em Curitiba desde outubro do ano passado.

Lins e Silva defendeu Diogo Ferreira, que foi chefe de gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral e fechou acordo de delação premiada na Lava Jato. O advogado, no entanto, disse a Folha que não foi contratado com esse objetivo dessa vez. Ele disse que foi procurado pela família do ex-deputado para integrar a equipe de advogados que atua nos vários processos contra o ex-presidente da Câmara. Agora são três escritórios na defesa de Cunha.

O principal operador financeiro de Eduardo Cunha, Lúcio Bolonha Funaro, está negocia um acordo em que promete contar o que sabe sobre pagamentos de propina e lavagem de dinheiro envolvendo políticos, sobretudo do PMDB. Funaro está preso em Brasília.

Uma pessoa próxima a Eduardo Cunha disse que a eventual delação do ex-deputado tem potencial para implodir o modelo político. Eduardo Cunha é acusado de receber propina em negócios feitos na Petrobras e também de comandar um esquema de cobrança de suborno de empresários que tinham interesse em verbas do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS).

Cunha também é um dos políticos mais próximos do presidente Michel Temer. Foi citado em conversa gravada por Joesley Batista com Temer em que o empresário diz que pagava uma mesada para manter o silêncio de Cunha e Funaro na prisão.

Em duas ocasiões o ex-deputado arrolou Temer como testemunha em seus processos e enviou ao presidente perguntas sobre doações de campanha e relações com empresários presos na Lava Jato.

DEIXE UMA RESPOSTA

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY