Laterais brasileiros ‘dominam’ finais da Liga dos Campeões

Laterais brasileiros na final da Liga dos Campeões da Europa são quase uma regra. Em 2017, não será diferente.

Dos quatro titulares das posições de Juventus (ITA) e Real Madrid (ESP), três são do Brasil. Marcelo, da equipe espanhola, vai enfrentar Daniel Alves e Alex Sandro. Na decisão que será disputada em Cardiff, capital de País de Gales, no próximo dia 3.

Dos últimos oito campeões da competição nesta década, apenas um não tinha um atleta do país nas laterais: o Chelsea (ING) de 2012.

Marcelo foi campeão em 2016 e 2014; Daniel Alves ganhou em 2015, 2011 e 2009 pelo Barcelona; Rafinha no Bayern de Munique (ALE) de 2013; Adriano e Maxwell no Barcelona de 2011; e Maicon na Internazionale (ITA) de 2010. Douglas era integrante do elenco do Barcelona em 2015, mas a Uefa não o considera campeão porque não atuou em nenhuma partida.

Stefano Rellandini/Reuters
Daniel Alves comemora gol marcado na vitória da Juventus sobre o Monaco
Daniel Alves comemora gol marcado na vitória da Juventus sobre o Monaco

Se conquistar o título deste ano, Daniel Alves se tornará o brasileiro com mais troféus do torneio europeu: quatro. Vai superar Sávio e Roberto Carlos (outro lateral), campeões com o Real Madrid em 1998, 2000 e 2002.

Após sair do Barcelona, Alves vive grande fase. Nas semifinais, a Juventus fez quatro gols no Monaco (FRA) em duas partidas. Ele anotou um e participou dos outros três.

O futebol de Alex Sandro, empresariado por Kia Joorabchian, ex-proprietário da MSI, que foi parceira do Corinthians entre 2004 e 2007, despertou o interesse de Manchester City e Manchester United, os dois da Inglaterra, para a próxima temporada.

Foi o desempenho de Roberto Carlos que abriu os olhos dos times europeus para os laterais brasileiros. Antes dele, o jogador do país na posição que fez mais sucesso na Europa foi Júnior, que se tornou ídolo de Torino e Pescara (ambos da Itália). Mas nos dois times, ele atuou como meia por causa da habilidade para os passes.

Roberto Carlos, aliás, deixou a Internazionale e foi para o Real Madrid, em 1996 porque queria atuar na sua função de origem.

“O técnico da Inter era [o inglês] Roy Hodgson e ele queria me colocar no ataque, para jogar como ponta. Eu não desejava aquilo. Queria ser lateral para não ameaçar minhas chances na seleção brasileira. O único jeito foi sair”, ele disse, em entrevista para a revista inglesa “FourFourTwo”.

Gerard Julien/AFP
Marcelo comemora classificação do Real Madrid
Marcelo comemora classificação do Real Madrid

O PRIMEIRO

Em 1998, ele foi o primeiro lateral brasileiro campeão da Liga dos Campeões. Isso aconteceu em uma final que vai se repetir no próximo mês: Real Madrid e Juventus.

A partir de então, nos 18 campeões seguintes, apenas seis não tiveram um lateral do país: o Manchester United de 1999 e 2008, o Bayern de 2001, o Porto (POR) de 2004, o Liverpool (ING) de 2005, além do Chelsea de 2012.

Apesar de ter se tornado conhecido no exterior pelos jogadores de ataque, o futebol nacional não terá qualquer representante ofensivo na final desta temporada. Além dos laterais, o único outro titular do país nas duas equipes é Casemiro, volante do Real Madrid.

Desde a criação da Copa da Europa, em 1956, 50 brasileiros conquistaram o título do torneio. Do total, 12 são ou foram laterais (24%).

O primeiro brasileiro campeão foi o atacante Canário, revelado pelo América-RJ, vencedor do troféu pelo Real Madrid em 1960.

A Copa da Europa foi disputada entre 1956 e 1992. A partir de 1993, foi renomeada para Liga dos Campeões e se tornou, financeiramente e no prestígio, a competição mais importante para os clubes de ponta da Europa.
Real Madrid ou Juventus, pela premiação acumulada a cada fase, vão embolsar cerca de 100 milhões de euros (R$ 343,5 milhões) se forem campeões.

Brugge (BEL) e Dínamo de Kiev (UCR), apesar de eliminados após seis derrotas na fase de grupos e não terem conquistado nenhum ponto, receberam 12,7 milhões de euros (R$ 43,6 milhões) apenas pela participação.

DEIXE UMA RESPOSTA

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY