Temer exonera ministros para reforço na votação da reforma trabalhista

BRASÍLIA, DF, 30.06.2016: TEMER-DF - O presidente em exercício Michel Temer, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se encontram com representantes da Confederação das Associações Comerciais e Empresarial do Brasil (CACB) no Palácio do Planalto, nesta quinta-feira (30). (Foto: Myke Sena/FramePhoto/Folhapress)

O presidente Michel Temer exonerou nesta quarta-feira (26) três ministros com mandatos de deputado federal para que retornem à Câmara e votem no projeto da reforma trabalhista, considerado crucial pelo governo para a retomada econômica e que vai testar a base aliada antes da votação da reforma da Previdência.

A exoneração dos ministros Bruno Araújo (Cidades), Mendonça Filho (Educação) e Fernando Bezerra Coelho Filho (Minas e Energia) foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta.

Inicialmente o governo previa exonerar ministros com mandado de deputado federal apenas para a votação da reforma da Previdência para reforçar o empenho na aprovação da matéria, mas a estratégia também acabou sendo adotada para a reforma trabalhista.

Coelho Filho é do PSB, partido da base do governo que encontra-se rachado depois que sua Executiva fechou questão contra as reformas trabalhista e da Previdência.

O governo enxerga a proposta da reforma trabalhista como um teste para a análise da reforma da Previdência mais à frente, e trabalha para que sua votação seja concluída até a quinta-feira, um dia antes da greve geral e manifestações previstas contra as duas reformas.

O projeto, que tem como um dos principais pontos a prevalência de negociações sobre a legislação vigente, foi aprovado na terça-feira em comissão especial da Câmara e seguirá direto para o plenário, apesar de emendas ao projeto não terem sido analisadas.

DEIXE UMA RESPOSTA

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY